19/02/2008

.Medo do Escuro.

Olho para os números, luminosos e vermelhos, que flutuam por cima da minha mesa-de-cabeceira. É tarde. Cerro os olhos com toda a minha força, até ver bolas de todas as cores a pavonearem-se à minha frente, tentando chamar o sono, mas o João Pestana teima em não vir.

A casa, inundada num silêncio ensurcedor, aumenta o volume de todo o mais pequeno ruído, fazendo-o ecoar na minha cabeça, até atingir propoções esmagadoras.

Abro os olhos, devagar, só para ter a certeza que ainda estou no meu lugar, perto dos números flutuantes do meu despertador:2.30. Sim, ainda aqui estou (uff, nenhum monstro da noite me levou).

Os meus olhos, já habituados à escuridão, tentam, certamente por brincadeira, assustar-me de morte, fazendo-me crer que há uma sombra que se aproxima; que pequenas criaturas sanguinárias saltam d lado de fora da janela... Hei, aquela boneca não se mexeu entretanto?!

Saio da cama num salto e corro para o interruptor. A luz enche o quarto e de repente todo o meu medo perde o sentido. Salto novamente para a cama. Enrolo-me nos meus lençois com cheiro a lavado, fecho os olhos e adormeço.





(Sim, tenho 17 anos e ainda tenho medo do escuro... E depois?!)

1 comentário:

Cláudia disse...

Adorei ler esta entrada...... como te percebo......... :) :(

beijinho, continua a escrever desta meneira.
:P