Passo uma borracha, daquelas que nem sequer deixam marca, pelo graffitis que deixaste ao longo "disto".
É estranho reparar que, o que antes considerava obra de arte, esses desenhos coloridos no muro da minha memória, considero, agora, vandalismo.
Tu, com essas latas de tinta velha, usada, imitada, que eu, na ilusão da minha mente, vi como actos de carinho, metem-me agora nojo. Nojo e repulsa!
Não, não vai passar. Não, não vais mudar, e muito menos eu mudarei. Portanto continuemos assim: tu, com esses rabiscos tirados directamente do livro de alguém, e eu, com a minha borracha em riste, pronta a atacar (oops, a apagar) qualquer vestigo teu!
