11/01/2008

Teias do coração

Percorro descalça este caminho
E ando sem pisar o chão
Flutuo nas linhas ténues - linho
Das teias do teu coração

E ando sem cansar
E ando…
e ando sem pensar
a teu mando….


Chego onde tu me chamas
Parto para chegar a ti
Pois as chamas que inflamas
São de amor por mim.


Mas tudo se desvanece à mais leve brisa...


E vão agora nos ventos
Todas as esperanças guardadas
E já não são mais que alentos
As memórias tão amadas

E o assobio que se ouve
Que não se confunde
É para mim o cantar
Dum amor que nunca houve

1 comentário:

Joana disse...

admiro qualquer pessoa que consiga fazer uma quadra que rime minimamente decente. tu consegues fazer isso, e mesmo que digas que demoras algum tempo e que não estão nada de especial, consegues fazê-lo de uma maneira fantástica.
não sou muito adepta de poesia (tirando alguns génios, como fernardo pessoa), mas consigo dizer se um poema me agrada ou não. os teus, definitivamente, levam um sorriso. :)